quarta-feira, 2 de junho de 2010

Em Patos: Alunos vão estudar com netbooks na sala de aula

Hoje apenas cadernos e lápis que fazem parte da rotina dos alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental da Escola Municipal de Ensino Fundamental Zefinha Motta, localizada a Rua Projetada, nas Sete Casas, em Patos. A partir de agosto essa realidade vai mudar. É que a escola foi contemplada com o programa UCA Total (Um Computador Por Aluno), do Ministério da Educação (MEC).

Os 169 alunos vão receber um minicomputador portátil conectados à internet para desenvolver suas atividades durante as aulas. A novidade foi anunciada pelo secretário de educação, José Francisco de Sousa (Zeca). “Sabemos que o domínio da informática é hoje uma das principais exigências do mercado de trabalho. Além disso, o contato com os computadores deixa as crianças mais interessadas nas aulas”, afirma Zeca.

Os minicomputadores serão usados em disciplinas regulares como português e matemática. “Os alunos ficararão mais atentos às aulas. O trabalho do professor será facilitado. Com a ajuda da informática, preparar uma aula será muito mais prático”, acrescentou o secretário.

Assim como os alunos, os professores vão receber o equipamento, mas conectado a uma lousa digital, que substituirá o quadro negro. O que a professora escreve na lousa aparece no monitor das máquinas de cada aluno. Quando os netbooks forem utilizados, as professores são auxiliadas por outros três funcionários da escola.

Segundo pesquisa realizada pela direção da escola, três em cada quatro alunos do ensino fundamental ainda não tiveram contato com a internet por meio dos netbooks. Neste mês de junho uma comissão de técnicos do MEC desembarcará em Patos para fazer uma vistoria na escola Zefinha Motta. Em seguida a Secretaria de Educação iniciará o processo de adequação dos equipamentos para que possa receber os mais de 160 notebooks destinados a escola.



Patos Online 

Repartições públicas estaduais não terão expediente neste feriado de Corpus Christi

Nesta quinta-feira (03/06), por conta do feriado religioso nacional de Corpus Christi, não haverá expediente nas repartições públicas estaduais, devendo ser preservado o funcionamento dos serviços essenciais.

Uma portaria do secretário de Estado da Administração, Antonio Fernandes Neto, será publicada no Diário Oficial para disciplinar as medidas que devem ser adotadas no âmbito da administração estadual durante feriado e para manutenção do funcionamento dos serviços essenciais no Estado, até a sexta-feira (04/06), quando o expediente volta ao normal, das 7h às 13h.

GOVERNO altera expediente nos dias de JOGOS DA COPA

O Governo do Estado já definiu como será o expediente nas repartições públicas estaduais nos dias de jogo da Copa do Mundo de Futebol. A portaria foi divulgada no final da tarde desta terça-feira (1º).

De acordo com portaria assinada pelo secretário de Administração, Antônio Fernandes, no dia 15 o expediente será das 7 às 13 horas; no dia 22, haverá expediente nos dois turnos para compensar o dia 25; no dia 23, as repartições abrirão das 7 às 13 horas; e nos dias 24 e 25, será ponto facultativo.

A portaria ainda determina que os veículos oficiais, inclusive os de representação da Administração Direta e Indireta, sejam recolhidos às suas repartições de origem ou ao Centro Administrativo, após o expediente do dia 23 e liberados uma hora antes do início do expediente do dia 28.

Portal Patos

Vereadores de Patos reclamam da ausência da imprensa nas sessões da Câmara

Pelos menos dois vereadores reclamaram ontem do fato de boa parte da imprensa não ter ido à sessão. Os vereadores José Mota(PMDB) e Ivanes Lacerda(PSDB) fizeram observações com relação ao papel da imprensa.

Para José Mota é essencial que seja noticiado os acontecimentos da Casa Juvenal Lúcio de Sousa, pois isto faz parte da democracia e é garantia do acesso a informação. "Infelizmente, hoje, boa parte da imprensa não cumpre uma ação de subserviência. Muitos fazem um papel ridículo de defesa de quem está no poder, mas boa parte tem compromisso com a informação séria e sem bajulações".

O vereador Ivanes Lacerda, disse ao ocupar a tribuna: "95% da imprensa não cumpre o papel de noticiar os fatos. Muitos estão fazendo de fato, um papel ridículo com a informação".
Durante a sessão da Câmara Municipal de Patos desta terça-feira foi percebida a ausência de grande parte da imprensa patoense que faz a cobertura das sessões todas as terças e quintas-feiras. O único que estava ocupando as cadeiras que foram adotadas como local da imprensa foi o radialista Adilton Dias.

O motivo do boicote tem uma razão. Os antigos assessores da Casa não estão recebendo desde o início do ano. Muitos já comunicaram que de graça não vão trabalhar.

Em reunião, todos, com exceção de alguns, decidiram por unanimidade não comparecer a sessão que foi realizada nesta terça (01), em protesto contra a decisão do presidente da casa vereador Marcos Eduardo (PMDB) que literalmente cortou o pagamento sem um aviso prévio à categoria.

De acordo com Eduardo, a idéia é fazer licitação a qual uma das empresas licitantes, na área da comunicação social, ficaria com a obrigatoriedade de absolver os recursos e distribuí-los de acordo com os radialistas e jornalistas literalmente credenciados pelo Poder Legislativo.

Um dos assessores, o jornalista Adilton Dias disse que o seu pagamento pelo serviço de assessoria a Câmara Municipal estava em dia, mas não sabia responder pelos demais.


Ascom/Câmara de Patos

ONU: polícia no Brasil continua matando em níveis alarmantes

O Relatório sobre Execuções Sumárias da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta terça-feira (01/06) mostra taxas “alarmantes” de violência policial no Brasil e a ação de grupos de extermínio no país. De acordo com o documento, o Brasil não cumpriu integralmente nenhuma das 33 recomendações feitas pelas Nações Unidas, depois que o relator especial da ONU sobre Execuções Sumárias, Arbitrárias ou Extrajudiciais, Philip Alston, visitou o país em 2007.

“Quase nenhuma medida foi tomada para resolver o grave problema dos assassinatos de policiais em serviço, ou para reduzir os elevados índices de assassinatos justificados como “autos de resistência”. A maioria das mortes nunca é investigada de forma significativa. Pouca coisa foi feita para reduzir a prisão e a violência”.

O relatório contabiliza que das 33 recomendações feitas no relatório de 2008, nenhuma foi integralmente assimilada, 22 foram descumpridas e 11 foram classificadas apenas como “parcialmente cumpridas”. O documento denuncia que o governo brasileiro tem falhado em tomar medidas necessárias para diminuir as mortes causadas pela polícia.

Trata-se de um “relatório de seguimento”, ou seja, analisa se o Brasil cumpriu ou não as orientações o órgão internacional. O documento tem 22 páginas e afirma que “execuções extrajudiciais continuam em grande escala” no Brasil.

Além da violência policial e dos chamados ‘autos de resistência’, o relatório também trata das mortes ocorridas dentro de unidades prisionais, a atuação de milícias e de grupos de extermínio formados por agentes públicos. O relatório também aponta falhas e vícios presentes no aparato de investigação e no processamento judicial. Essas falhas, de acordo com a ONU, propiciam a não responsabilização de crimes cometidos por representantes do Estado.

O documento cita avanços pontuais como a investigação sobre as milícias, no Rio de Janeiro, ou a ação de polícia pacificadora, implementada em favelas da zona sul carioca.

“No Rio de Janeiro o grande inquérito sobre milícias produziu uma relatório detalhado e abrangente, bem como uma série de prisões e processos. Num pequeno número de favelas no Rio de Janeiro, operações violentas da polícia e contra-produtivas têm sido substituídas pela presença da polícia e pela introdução de alguns serviços básicos”, destaca o documento.

Além disso a ONU reconhece avanços nas ações de combate ao Esquadrão da Morte, em Pernambuco. O documento também cita a atuação do Ministério Público de São Paulo como provedor de Justiça de São Paulo na responsabilização de policiais que cometem crimes.

“São passos importantes para promover a responsabilidade para a polícia”, aponta o relatório.

A Agência Brasil entrou em contato com as assessorias do Ministério da Justiça, da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Secretaria Especial de Direitos Humanos. De acordo com as assessorias, os órgãos ainda não tomaram conhecimento do relatório para se pronunciarem.


Agência Brasil